
Bicampeã do ADCC, Kyra Gracie teve que adiar o sonho do tricampeonato na edição passada do evento, em 2009, por conta de uma contusão. Após quatro anos, ela volta a disputar o maior torneio de Grappling do mundo, nos dias 24 e 25 de setembro, na Inglaterra, com vontade redobrada.
Antes de rumar ao Velho Continente, onde irá afiar o Jiu-Jitsu com o primo Roger, único tricampeão mundial absoluto na arte suave, a lutadora afirmou à TATAME que trabalhou duro para chegar preparada ao ADCC.
“Venho me preparando bastante desde o Mundial, quando comecei a treinar sem quimono. Fiz uma temporada com os Mendes (Rafael e Guilherme) e com o (Cláudio) Calasans agora em São Paulo e vou passar a última semana com o Roger (Gracie) lá para ajustar os últimos detalhes. A minha expectativa, como sempre, é a melhor possível. Vamos lá ver no que vai dar. Agora são só três Gracies, já que o Roger não vai lutar mais. Tem o Kron, o Renzo e eu”, disse, elogiando a preparação com os irmãos.
“Foi muito bom. Em São Paulo a gente fica como se fosse uma concentração. Do hotel para a academia, da academia para o hotel. O treino lá é bem forte e por eles serem bem magrinhos, praticamente do meu peso, foi muito bom. Tinha muita gente para treinar lá, aprendi muita coisa, e foi uma experiência bem legal. Eu já conhecia os Mendes, tinha uma relação muito boa, eles já vieram na academia do meu tio Renzo para treinar e eu aproveitei que eles estavam treinando no Brasil para passar uma temporada lá”.
Sem pestanejar, Kyra, que destacou o alto nível de sua categoria, elegeu Michelle Nicolini e Luanna Alzuguir como as atletas a serem batidas e disse que vencer a atleta da Checkmat teria um sabor especial, já que foi sua algoz na decisão do Mundial deste ano.
“Sempre fica aquele gostinho de revanche, mas também tem a Luanna, que a gente já vem lutando há um tempo. Desde 2008, eu acho, a gente vem fazendo todas as finais, então as duas atletas tem um gostinho especial para mim”.
A faixa-preta da família Gracie acredita ainda que por conhecer bem as adversárias, a chance de ser surpreendida é menor.
“Esse é o ponto positivo de já estar lutando há muito tempo, de já ter lutado com a Luanna e com a Michelle, que eu só lutei uma vez, mas é bem provável que a gente se cruze de novo nesse ADCC”.
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