Roger Gracie, um dos principais nomes da história da arte suave e ADCC, ficou de fora da edição deste ano após perder no Strikeforce, para King Mo Lawal, mas não deixou de comparecer à cidade de Nottingham, Inglaterra, para torcer pelo amigo Bráulio Estima, astro da super luta. E ele foi pé quente.
Após 30 minutos de uma peleja acirrada, Bráulio bateu Ronaldo Jacaré por pontos, para a felicidade do Gracie. “O Bráulio está super bem, e treino com ele sempre, então venho acompanhando o crescimento dele. Nunca o vi tão bem”, conta Roger, comentando a participação de Jacaré, que também perdeu no Strikeforce, há 14 dias.
Confira abaixo o bate-papo exclusivo com Roger, que falou sobre a peleja entre Renzo Gracie e Zé Mário Sperry, seus planos para o futuro e muito mais.
Você ficou no corner do Bráulio. Como foi essa luta entre o seu parceiro de treino e um antigo rival?
Eu acho que foi como todo mundo viu. O Bráulio está super bem, e eu treino com ele sempre. Estamos morando aqui na Inglaterra, então venho acompanhando o crescimento dele. Eu tinha certeza que dessa vez foi uma das vezes que ele estava melhor. Nunca o vi tão bem. Infelizmente o Jacaré acabou de vir de uma luta super sofrida, dura, há duas semanas. Eu lutei naquele evento, sei o quanto é difícil você competir duas semanas depois. Eu acho que ele é um guerreiro sensacional por ter vindo lutar, porque eu, como atleta, sei o quanto é difícil. Você não pode tirar o mérito do Bráulio, que tem treinado bastante e evoluído bastante. Ele deu show hoje, lutou super bem. O jogo dele está super afiado, e conseguiu ganhar do Jacaré. Lutaram 30 minutos, uma luta longa para caramba. Como espectador, foi um prazer assistir uma batalha dessas.
Amanhã tem o Renzo contra o Zé Mário. Como está a expectativa? Vai ficar no corner do Renzo?
Provavelmente. Não sei. Eu acho que eu fico mais nervoso vendo os caras lutarem do que quando eu estou lutando... Muito mais, na real. O Renzo então, que tenho uma ligação muito grande... O Bráulio também é um dos caras que ficam mais nervosos, mas tem que esperar amanhã.
Ainda tem a Kyra...
Ainda tem a Kyra, outra adrenalina. Eu vou sair daqui mais cansado do que se eu tivesse lutado (risos).
Você acabou ficando de fora por causa da luta de MMA. Como é a sensação de vir aqui?
É uma pena. Você vê a quantidade de atleta top e de alto nível competindo. Como atleta, não tem nada melhor do que competir com os melhores. Eu acho que um campeonato desse, onde estão os melhores dos melhores, para uma pessoa competir, é realmente um dos campeonatos que o atleta sonha em lutar. Já lutei tanto campeonato hoje em dia. Não que eu queria parar de competir, mas eu sabia que não ia estar 100%, então, lutar por lutar... Se eu tivesse 20 anos de idade eu lutaria nessas circunstâncias que eu estava agora, com certeza.
Mas eu não estava me sentindo 100%. Eu já sabia, eu já tinha na cabeça de não lutar antes mesmo de lutar no Strikeforce, porque sei o quão difícil é competir um evento em cima do outro. Como o Jacaré fez, é mais fácil porque é só uma luta. Por mais difícil que essa luta seja, é só isso. Mas o campeonato todo, peso e absoluto... Toda vez que eu lutei o Mundial depois que lutei MMA, eu nunca estava bem. Lutei só porque eu gosto bastante de competir no Jiu-Jitsu mesmo. Era o Mundial, não queria esperar mais um ano para competir, então lutei. Mas eu já sei o quanto difícil é. O Abu Dhabi é mais escorregadio, é mais difícil ainda. Então deixa passar, deixa para a próxima.
Até o fim do ano, tem alguma coisa marcada?
Não. Até o fim do ano não tenho expectativas. O ano está acabando também. Eu acho que aprendi muito com a minha última derrota, então vou me concentrar agora, vou treinar tudo que eu acho que é a minha falha no MMA. Quero me concentrar nisso agora. Perder faz parte. Todo mundo que luta está arriscado a perder. Eu acho que é olhar para frente e treinar muito mais do que eu estava treinando para ter certeza que isso não aconteça de novo, porque isso não vai acontecer de novo, você pode ter certeza (risos).
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